Por favor
Mais uma matéria

Uma opinião inflamada
Que doa

Que a dor
Acorda e consola

Minha carteira de identidade

(mas não tenho nada a ver com isso)

Que me sinto sempre
Estrangeiro

E sempre é tarde
No que me cabe

É sempre uma dor passada

E o passado
Nem sempre sabe

Doer na carne
De novo

Alguém me diga
Alto e claro

Que tenho medo
De esquecer minha língua

Everton Behenck