Deve haver
Algo de doce

Nessa tortura
Íntima

Que imponho

Ao passo
Fraturado

Deve existir
Algo de tênue

Nos cacos pontiagudos
Do sono ausente

Que me furam os olhos

Deve haver
Algo de sereno

Na taquicardia do peito
Sobrevivendo

À minha vontade
De nunca ter sido

Deve haver
Algo de infinito

Nos ensaios do suicídio

Everton Behenck

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