Esse tanto de sangue
Invisível

Correndo nas veias
Abertas

Que ninguém enxerga

Esse grito
De dor contido

No mais intimo silencio

Ninguém esta vendo
O tempo doendo

Seus ponteiros

Os dentes cerrados
Rangendo

As mãos apertando
O vazio

Ninguém esta vendo

O menino morrendo
Dentro do homem

O homem morrendo
Dentro do velho

O poeta
Morrendo dentro dela

Everton Behenck

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