As vezes
De tanto medo de te perder

Te perco

Como alguém
Que já não enxerga
O que olha fixo

O infinito
Oprimido

No espaço vazio

Os braços que soltam
Com força

De tanto tentar em vão
Conter

O que só é capaz
De pairar

Sobre a palma da mão
Quando esta

Se encontra aberta

As vezes
De tanto medo

De que você
Me decepcione
Ou engane

Eu me engano
E me decepciono

Em teu nome

Everton Behenck

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