De repente
Não vou mais ter tanta sede

Nem vou procurar justificativas
Para atravessar o dia

E não me importarão
As injustiças

Nem as falsas carícias

E não me doerão as articulações
Políticas

Nem os tapas nas costas
Com as mãos imaginando socos

Nem os sorrisos ocos

Nem os loucos se extinguindo
Nem esses móveis e utensílios

Urbanos

Que as pessoas vem se tornando

Não me importarão
Os críticos

E insípidos

Nem os vícios
Que me confiscam os sentidos

De repente não me importarão
As grandes
Nem as pequenas dores

E finalmente merecerei flores

Everton Behenck

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