Há nessas noites
Embriagadas de bandeiras

Camisas coloridas
E gritos de gol

Uma solidão particular
Viva

Dividida nas palavras
Que a cidade suspira

Em seus pulmões de gigante

Há essa solidão
Em estado sólido

Como se tudo repetisse
Às paredes do quarto

Que todas as janelas
Deveriam estar abertas

Para o mesmo lado

E pesam os quadros
Voltados para a tela

E é como um insulto
Minha ausência

Me deixaram só
Com a consciência

Do papel na caneta

Everton Behenck