É tarde
Para me arrancar
A poesia da carne

Com os dentes de um beijo

É tarde para descobrir
Se há mesmo

Um amor aí dentro

Ou se tudo foi um jeito
De dar mais dignidade

A tua vaidade

É tarde para inventar
Sentido

O infinito já está perdido

Nesse labirinto
De brilho efêmero

Enfermo

Quantos sentimentos
Se perderam

Nas paredes do ressentimento

Sempre perdemos
Para nossos próprios medos

Everton Behenck

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