Quanta solidão

Nesse grão de poesia

 

Para onde iria?

Quem poderia abrigar?

 

Essa imensidão contida

Em uma palavra

 

Esse horizonte

Sempre na mesma distância

 

Sem se importar com os passos

Em sua direção

 

Não há ombro ao lado

Não há passo intercalando meu cansaço

 

Os moinhos de vento

Se tornaram monstros

 

E todos correm ao meu encontro

Me querem a alma

 

E não há escudeiro

Só esse vazio do lado esquerdo

 

 Everton Behenck