O tronco da mão inclina

Beija o chão coberto em folhas

O joelho dobra

Os cães em volta não calam

 O rosto resta.

 

E só.

 

O ouvido toca a terra

O olhar se fecha

E dentro de si o ar espera, surpreso

A poeira baixa

Quem se aproxima chora

Quem passa, passa

A vida deixa o dia

Saber resistir é alegria

 

Saber partir é verso

 

Everton Behenck

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