Não pare assim tão perto

Que os olhos não disfarçam direito

E arrancam teu vestido

E não é bom que todos vejam

 

Tua nudez em meus olhos

 

Não cruze assim

As pernas

 

Que me vejo entre tuas coxas

Procurando o céu em teu ventre

 

E não há quem aguente

Sonhar o que a cama vazia desmente

 

Não fique nunca ao meu alcance

Exigindo do corpo a mais forte das forças

 

Que arrombo as portas da tua roupa

 

Everton Behenck