Como se dá isso
De não sentir nada
E saber
Por isso mesmo
Que é dor
E oferecer essa matéria
De que é feita a ausência
Como se fosse uma jóia
Lapidada
Para nada
Um anel de casamento
Ao avesso
Como acontece isso
De tentar mover as palavras
E elas
Ao menor sinal da fala
Se tornarem tão pesadas
Everton Behenck

7 comments
Comments feed for this article
Julho 21, 2009 às 14:57
Ricardo Silveira
Cara, bonito demais. Vou divulgar esse aqui.
Julho 21, 2009 às 21:43
jubrina
Lindo este.
Vou roubá-lo
Julho 21, 2009 às 21:47
Dos sentimentos ausentes « Juliana Brina
[...] do Everton, que é som pesado, como o mar, enchendo os [...]
Julho 21, 2009 às 23:38
ivone
Cá estou!!!
E tão logo chego, me deparo com essas letras lindas (como se isso fosse novidade)!
Amo estar aqui. Qdo venho, a distância deixa de existir!
Saudade demais!!!
Beijo gigante… na alma!
*Já passei para o Lodi que, álias, tá quase voltando para o blog. Agora vou passar na menina Brina, me surpreender um pouco mais!
Julho 23, 2009 às 00:51
Lu Chaves
Minha amiga Pati Borda sempre dizia pra eu te ler…nunca o fiz…
Porque demorei tanto?
Sem mais perda de tempo, torno-me seguidora….
Abç!
Julho 24, 2009 às 14:52
rodrigolodi
“Quase voltando”… como se fosse possível voltar ao que não sou.
Sentimento ausente… A ausência sempre implica em uma nova presença. O que demora é o entendimento sobre o que mudou. E o que é o presente novo. Menos pesado.
Belo texto. Mas isso é sempre óbvio.
Abraços mineiros!
Julho 24, 2009 às 17:25
rodrigolodi
Pronto. Voltei… ou assim espero
http://quasenoar.wordpress.com/