Quem agora
Espera uma palavra?
Pensando
Que seria tão dolorido
Estalar os dedos
Na mão trançada
Dizendo:
Não há de ser nada
É a vida
Vamos em frente
Quem espera uma palavra
Espera sob a pele
O silêncio testando o tato
Palmo a palmo
O verbo como uma faca
Pulando entre os dedos
Do silêncio
Cada vez mais rápido
Quem agora
Espera uma palavra
Tentando esquecê-la?
É tão bonita
A brincadeira
A espera
E a quarta feira
Nesse esconde esconde
Everton Behenck

1 comment
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Julho 1, 2009 às 14:05
Ricardo Silveira
Bonito, Everton!
Quase nunca comento.
Mas quase sempre leio.
Abraço.